A moral de justiça é o equilíbrio ao classificar sem julgar?

Há em nós uma inclinação natural para classificar. A própria maneira como assimilamos conhecimentos parece trabalhar numa tendência a objetivação de dados. A questão moral que há por trás das atitudes de julgar ou não julgar, desafia e questiona a fundo a nossa forma de proceder e o que podemos conceber como... show more Há em nós uma inclinação natural para classificar. A própria maneira como assimilamos conhecimentos parece trabalhar numa tendência a objetivação de dados. A questão moral que há por trás das atitudes de julgar ou não julgar, desafia e questiona a fundo a nossa forma de proceder e o que podemos conceber como 'dados'. Ao fim de uma boa análise - boa e honesta - pode-se perceber que usualmente ficamos no campo da superficialidade, isto é, acomodando-se nas coisas do senso comum.

Perceber nossas próprias contradições, assim como as coisas do ego; e cultivar a humildade e a tolerância, me convence cada vez mais, de uma postura ética que deve ser estimulada; do contrário, ficaremos reféns do senso comum, onde nos entregamos aos apelos imediatos do julgamento ou do pré-julgamento. O que vem a resultar em erros.

Ver é importante, e para ver o outro, é necessário ver-se a si próprio em primeiro lugar.
Ver não é julgar, mas é considerar que o que vemos é boa parte fruto do que somos, do que vemos em nós e segundo a nossa capacidade de enxergar. Ver é sobretudo, a coragem de olhar a fundo o outro (e a nós mesmos), sendo capaz de abrir mão dos nossos preconceitos, das nossas ideias preconcebidas para finalmente olhar com profundidade alguém ou uma situação.

Quem sabe assim não poderemos contemplar a visão do caleidoscópio da verdade?

Um abraço cheio de paz!
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