Amigo, existem basicamente três tipos de diabetes. O tipo I , o tipo II e a diabete gestacional.
No entanto, existem outros tipos de diabetes além dessas, mas esses ocorrem com menor freqüência. São eles:
Diabetes Secundário ao Aumento de Função das Glândulas Endócrinas:
Em determinadas doenças glandulares, quando ocorre aumento de função a ação da insulina é de alguma maneira dificultada ou prejudicada, aparecendo diabetes em pessoas de alguma maneira predispostas. É o que pode ocorrer, por exemplo, com doenças da:
Tireóide (hipertiroidismo);
Supra-renal (doença de Cushing);
Hipófise (acromegalia ou gigantismo).
Também pode aparecer na presença de tumores de:
Sistema nervoso simpático (feocromocitoma);
Células alfa do pâncreas (glucagonoma).
Diabetes Secundário a Doenças Pancreática:
Nesse grupo, o diabetes ocorre mais freqüentemente naqueles com antecedentes familiares do Tipo 2.
Retirada cirúrgica de 75% do pâncreas;
Pancreatite crônica (inflamação geralmente causada pelo alcoolismo crônico);
Destruição pancreática por depósito de ferro denominado hemocromatose (extremamente rara).
Nesses casos, o diabetes está associado à diarréia com perda de gordura nas fezes, pois o pâncreas afetado extensamente também não produz enzimas digestivas suficientes.
Resistência Congênita ou Adquirida à Insulina
A produção de insulina está aumentada, porém com ação ineficaz por causa da diminuição ou defeito de receptores celulares (encaixes para insulina), em tecido gorduroso, músculo etc.
Essas anormalidades, quando congênitas, podem ser defeito dos receptores de insulina, presença de anticorpos anti-receptores.
Diabetes Associado à Poliendocrinopatias Auto-Imunes
Casos onde existem anticorpos anticélulas de ilhotas pancreática produtoras de insulina (Tipo 1). Destes, 20% apresentam anticorpos contra tireóide e(menos freqüentemente) anticorpos contra supra renal, mucosa do estômago, músculo e glândulas salivares, além da ocorrência de vitiligo, alopecia (intensa queda de cabelos), hepatite crônica, candidíase etc.
Diabetes Associado à Desnutrição e Fibrocalculoso
Ocorre em jovens de países tropicais com baixa ingestão protéica, freqüentemente associado a alimentos que contêm cianetos, como a mandioca amarga. Esta associação pode causar dano pancreático, com destruição das ilhotas e diminuição da produção de insulina.
Diabetes Relacionados à Anormalidade da Insulina (Insulinopatias)
A produção da insulina está aumentada, porém com alteração de sua estrutura molecular, não sendo assim eficaz. Aplicando-se insulina, controla-se o diabetes.
Diabetes Tipo LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults)
O LADA caracteriza-se pelo surgimento tardio do Diabetes Mellitus do Tipo 1 e atinge entre 2 e 12% dos casos, ou seja, 1,4 milhão de pessoas no Brasil. Também conhecido como Diabetes Tipo 1.5 (Type one-and-a-half), o LADA costuma ser confundido com o do tipo 2.
A maior incidência concentra-se em pacientes entre 35 e 60 anos, magro e com cetose. O seu diagnóstico é feito pelo teste do anticorpo GAD. A hereditariedade do diabetes tipo 1, doenças de Hashimoto e Graves devem ser levadas em conta num histórico familiar. Atualmente, não há um consenso na literatura médica para o tratamento do LADA.
A manutenção do controle de glicemia é o principal objetivo do tratamento do portador do diabetes LADA. Um aspecto que deve ser levado em conta, refere-se a progressão lenta para a insulino-dependência, assim como um risco maior de complicações cardiovasculares para esses pacientes.
Espero que isto responda à sua pergunta.
Diabetes tipo 1
No diabetes tipo 1, ou insulino-dependente, as células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram destruídas. Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue: as células começam a "passar fome" e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto.
A solução é injetar insulina subcutânea para que possa ser absorvida pelo sangue. Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver" as células produtoras de insulina do pâncreas, portanto, a dieta correta e o tratamento com a insulina ainda são necessários por toda a vida de um diabético.
Diabetes Tipo 2
No diabetes tipo 2, embora não se saiba o que o causa, sabe-se que, neste caso, o fator hereditário tem uma importância bem maior que no diabetes tipo 1.
Também existe uma relação com a obesidade, embora a obesidade não leve, necessariamente, ao Diabetes.
O diabetes tipo 2 é um distúrbio comum, afetando 5 - 10% da população.
Todos os diabéticos tipo 2 produzem insulina quando diagnosticados e a maioria continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas. O principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de usarem toda a insulina secretada pelo pâncreas.
Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitada por estas células. Esta ação reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica".
Os sintomas da diabetes tipo 2 são menos pronunciados e esta é a razão para considerar este tipo de diabetes mais "brando" que o tipo 1. Pessoas com mais de 40 anos devem fazer regularmente exames para constatar a quantidade de açúcar no sangue, pois o diabetes do tipo 2 é mais perigoso, isso devido aos sintomas que não são tão aparentes.
Espero que isto responda à sua pergunta.
bjux ..................su feliz pascoa