Olá, Niel! Os gregos, pais da filosofia, diziam que as paixões subjugam os homens, de modo que quem está apaixonado por alguém ou algo não é livre, antes, é escravo do móvel de sua paixão. A paixão entre homem e mulher era tida como fonte de obscurecimento da razão. E não por acaso a palavra "paixão", derivada do grego "pathos" pelo latim "passione", significava sofrimento e parcialidade, indicando que a paixão fazia dos homens seres sofredores e parciais, prisioneiros fisica e intelectualmente.
Por um lado, para uma sociedade (como a grega antiga), em que poucos eram cidadãos, esta teoria era plausível.
Por outro lado, a idéia do desapego não dizia só respeito ao relacionamento entre homem e mulher, mas a tudo que pudesse escravizar o homem: vícios, idéias etc. Os pensadores da Idade Média retrabalharam esse ponto, atribuíndo à figura feminina uma malignidade que estava ausente do pensamento grego, sem contar na discriminação histórica que os países islâmicos têm pela mulher, do qual o Corão é apenas, e talvez a maior, prova
Hoje, com a liberação feminina, e com a fluidez das relações, essa idéia de desapego à mulher ficou um tanto quanto ultrapassada, mas, a idéia de estarmos limitados racionalmente pelas paixões ainda permanece forte em nossa tradição intelectual.
Um grande abraço!
É o demônio pela forma de agir, de controlar, de submeter sem que o submetido disso se dê conta.
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